domingo, 27 de fevereiro de 2011

as vezes me pego lembrando de uma infancia que acho que não é minha, sabe como se fantasiar fosse sempre a melhor solução para as dificuldades que desde criança soube que existiam, era um dia quente minha mãe minha irmã e eu estavamos saindo da creche não sei dizer em que mes ou anos estavamos tudo muito turvo em uma memória não muito boa como a minha rsrsr lembro-me de ter pulado e brincado como sempre fazia mas nesse dia me sujei de mais era divertido brincar de Taco, Bolinha de gude, Pula Cela e outras milhares de brincadeiras, ao sairmos de lá fomos comer pastel, engraçado lembrar pois sentimos os mesmos sentimentos do dia como se o corpo fosse projetado até o dia em questão e você sente a dor de uma torção na perna o cheiro do óleo queimando e o sabor do pastel em suas papilas gustativas, nesse dia um fato que me marcou ao ir comprar o pastel uma senhora que eu jamais havia visto e nunca mais vi deixou cair algumas moedas no chão eu as recolhi e prontamente fui devolver, ela não aceitou, naquele dia vi o que a aparencia é, eu estava sujo de brincar e fui tratado como mendigo, me lembrar disso me deixa furioso não pelo fato de ter recebido dinheiro mas por ter sido rotulado apenas por minhas vestes e ao mesmo tempo imagino o que aconteceu com aquela sra...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

cantar...

Lembro-me de ouvir sempre musicas bonitas e de não ter medo de cantar eu tinha aproximadamente 5 anos de idade fui a casa de minha avó... ela morava proximo a escola que eu viria a frequentar a casa dela era no alto, um sobrado... tinha uma micro varanda, na verdade um corredor externo que ligava a sala a cozinha eu sempre sentava no canto na mureta encostado num cano de ferro sem o menor receio de cair e lá começava a cantarolar... as vezes musicas que saiam de meu coração e outras musicas que eu nem sei como eu cantava pois jamais teria ouvido alguém cantar... vou escrever algo que vagamente lembro de ter cantado e que fui elogiado pela vizinha da minha avó

quando sonhei
com os seus olhos
me olhando tristes
me fez confuso
pois a tristeza
havia a muito
deixado nos em paz
agora sinto que era um desejo
poder sorrir
a vida nos troxe de volta ao tempo
tempo dos lamentos
quero sorrir com você brincar
na sua saia me segurar
me denovo motivos para
não chorar quero com vocês pra sempre estar

cantarolava sem melodia sem ritmo era mias uma declamação de pequenino coração que via uma eminente separação mas até hoje me lembro desses trechos como se a tristeza tivesse fincada em meu coração eu era pequeno e não deveria manter essas lembranças elas doem de mais mesmo sendo parcialmete felizes pois mesmo sendo irritante(risos) a vizinha me olhava com ternura e sempre pedia para eu cantar mais uma, as vezes penso que a solidão daquela moça a fazia ver beleza em minhas tristes musicas e assim eu a deixava feliz e com o passar do tempo fui vendo que não importa quanta tristeza haja em seu coração você pode sorrir pois sempre me disseram que a lagrima retida envenea a alma mas o sorriso aprisionado nas entranhas da tristeza mata mais depressa que uma alma envenenada por uma lagrima

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como pude?

Esquecer esse momento é algo que não posso era algo como pipocas um delicioso perfume que intriga até hoje mesmo tendo passado muitos anos mas gosto de recordar da fila imensa do cheiro da pipoca e do gosto da coca cola... minhas irmãs e eu juntamente com meu cunhado e dois primos Jader e Davi, fomos ao cinema, mas dessa vez não fomos assistir um filme comum e sim um desenho... Ver aquilo naquela tela enorme as imagens dançando em luzes plenas do escurinho do cinema vi saltar da tela imagens surpreendentes de A Bela e a Fera... as vassouras dançando as velas cantando... me lembro como se fosse hoje vi os olhos delas grudados na tela e até mesmo se derretendo pela fera... depois fomos ao Mc Donald's um big mac e mais uma coca cola
As vezes me pego relembrando passo a passo de tudo e começo a chorar pois queria que esse tempo parasse e com minha familia eu ficaria com aquela inocência hoje perdida...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

É dificil decifrar o que sentimos quando as separações ocorrem, é algo como não ter chão, sei lá... mas a lembrança de hoje foi um casamento o casamento da Rosa... é engraçado pensar que em meio a tantas separações ocorrendo uma pessoa ou varias resolva(m) se casar, vi meus pais tendo um orgulho imenso, minha mãe mandou fazer roupas para ela, meus irmãos e eu.

Ela estava com um conjunto rosa e tinha feito permanente nos cabelos rsrsr, minha irmã parecia um anjo, até hoje mesmo trabalhando com eventos e principalmente casamentos nunca vi noiva tão linda, o brilho em seu olhar isso me emociona sempre só ao lembrar nesse dia vi o que é a alegria de um casamento, mas sempre penso que não irei fazer o mesmo pois o matrimônio é algo para poucos... a vida a dois tres quatro... enfim a vida em familia nem sempre é uma maravilha...
Tenho saudades dessa minha irmã mas sou muito orgulhoso para admitir, eu a admiro muito...

Ela também separou-se e casou-se novamente tem lindos filhos e sei que na medida do possivel é feliz gostaria muito de poder compartilhar essa felicidade com ela mas não sei se ela quer ou pode compartilhar com um cara que sempre se manteve distante...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nossas Musicas

É engraçado pensar nisso, mas todos temos esses momentos de a musica de minha vida e eu passeando pelos inumeros corredores da biblioteca viva de minhas lembranças adormecidas, me dei conta que em vários momentos tive minhas musicas, e lembro-me com detalhes de cheiros sensações e dos momentos vi lá no fim do corredor meio escuro num gavetão meio enferrujado e corroido a seguinte inscrição "papai" lá ao abrir vi coisas que realmente tive motivos para esquecer mas em meio a tantas confusões de garranchos e letras infantis alguns desenhos descritivos de como me sentia ouvi uma canção que não era para mim que meu pai cantava mas era uma canção que me fez lembrar dele e eu chorei não pelo fato de lembrar da canção, mas de ver os olhos de minha mãe e minha irmã ao olhar pra ele enquanto ele caminhava pelo corredor em direção a porta e ia embora, a canção era de Duduca e Dalvan. Tchau Tchau pequetita 


Meu pai cantava sempre o refrão para minha irmã que o acompanhava 

"Tchau tchau pequetita tchau tchau cuida bem da mamãe pra mim"

"Cuido sim papaizinho sim sim"

Era lindo ver como eles se davam bem, afinal minha irmã era a sua princesa o que não necessariamente me fazia um principe mas enfim, meu pai era carinhoso e amoroso conosco em certos periodos em outros eu preferiria que ele estivesse longe.

Meu pai cantava musicas de Roberto Carlos e a que eu mais me lembro dele cantando era lembranças, quando minha mãe e meu pai se separaram nós (os filhos), entendemos que era para o bem de nossa mãe que isso acontecia, era chato ter que explicar aos amigos de escola que meus pais eram separados mas superamos conforme deu.

gosto até hoje de ouvir as musicas que meu pai cantava e toda vez eu choro pois sei que não vou ouvir sua voz cantando e nem mesmo ver seus olhos me olhando com aquele ar de ternura.


Então hoje resolvi postar a letra de uma das musicas que papai cantava quando estavamos todos reunidos, mas seus olhos fitavam minha mãe como se estivesse flertando com ela no primeiro encontro...



Fogo e Paixão

Wando

Composição: Rose
 
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Eu sou fogo
Você é paixão...
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Você é fogo
Eu sou paixão...
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Momentos...

Hoje tive momentos de lampejos, vi em meus muitos lampejos o passado distante, sei que nada importa o passado quando se tem em vista um presente atribulado e um futuro incerto e cheios de planos que podem ou não dar certo
O fato de hoje eu ter a necessidade de escrever minhas memórias é para que como numa capsula do tempo guardar meus sentimentos e pensamentos o que eu acredito ter feito mas ao invés de enterrar na terra enterrei em meu peito, passei por muitos momentos tristes sufocantes em que eu realmente pensei em... besteiras hoje denomino como besteiras, a vida ensina das piores formas para aqueles que como eu não tiveram paciencia para entender que a vida é bela e que os momentos unicos da vida são aqueles em que você respira pois não há de fato um momento especial são conjuntos de pequenos momentos que te fazem acreditar em um dia melhor e que vale mesmo a pena estarmos vivos.

O tempo andava cada dia mais depressa não via a hora de chegar a formatura, estudava na creche da vila Rica, lá tinhamos diretores linha dura como o falecido padre Salésio e a Dna Neide, Dna Helena uma dentista que arrancava os dentes antes de ficarem moles e sem anestesia (risos) mas tinhamos também a Tia Denise...
Tia Denise foi a quarta ou quinta tia que eu tive nesse lugar as primeiras me expulsaram das salas pois eu era um tanto inquieto de mais, e falava muitas coisas que hoje sei que uma criança não deve falar, mas eu sempre queria chamar atenção fosse do modo correto ou grosseiro mas eu queria assim mesmo, quando fui pra sala dela eu não acreditava em anjos e nem que esses caminhavam entre nós, e eu sei que a Tia Denise era um anjo, ela me ensinou muita coisa que eu não queria aceitar, meus pais estavam em crise em casa e eu não aceitava por isso era um capeta na creche, com todo carinho ela me pegava pela mão e me mostrava que no meio de uma tempestade pode-se ter coragem e enfrenta-la para vermos o arco-ires e nele resgatar a felicidade guardada, senti uma forte ligação entre nós até que um dia...
A tia Denise chegou, meio chateada de cabeça baixa como se não tivesse coragem de nos encarar, seu brilho, sua alegria cessaram, lembro dela sentando em cima da mesa de calça jeans clara com os olhos cheios de lagrimas dizendo que não ficaria para a formatura da turma faltava pouco mais de um mes eu acho e ela ali falando com o olhar fixo na parede eu me desesperei "como vou perde-la? e agora o que será de mim? ela ta sofrendo "

"Tia Denise não me deixa!" ao dizer isso sai correndo abracei-me em suas pernas e chorando implorei "não me deixe" ela não aguentou e começou a chorar lembro de um abraço apertado de uma despedida daquelas que você sente que nunca mais vai ver a pessoa que você ama, eu não queria solta-la pensei "_se eu não soltar ela vai ficar eu sei que vai" mas ela não ficou, na formatura tivemos outra tia ironicamente Denise, mas não era a minha Denise... em 91 ou 92 recebi de sua mãe a Dentista Helena um livro Pinóquio que eu tenho até hoje e na leitura que fiz inumeras vezes eu a vejo como minha fada azul...


Já faz algum tempo, tempo esse que de certa maneira me traz um frio no peito uma lembrança adormecida...

Eu era bem pequeno disso me lembro bem, fomos a loja de brinquedos era fevereiro mes quente e chuvoso mes do carnaval e o mais importante, férias!!!
minha mãe entrou na loja e começou a olhar um monte de brinquedos e ursos um mais lindo que o outro via o brilho em seu olhar e uma animação de criança quando ganha aquilo que há muito queria quando pegou o urso nos braços e pagou no caixa, embrulhou com zelo e carinho uma grande fita transpassava o embrulho terminando num lindo laço, e estava pronto colocamos nossas roupas (as mais bonitas) e saimos com o pacote fomos até a casa de minha avó entregar o presente de aniversário de minha irmã mais velha.
Como foi rapida a ação de rasgar todo o embrulho que demorara muito tempo para ser feito, quando ao chegar no interior do embrulho minha irmã exclamou PIMPÃO você chegou correu deu um beijo no rosto de minha mãe e foi mostrar seu novo amigo para suas amigas
É dificil descrever o que vi pois minha mãe estava em prantos um choro diferente um choro de alegria senti um nó na garganta e o que eu fiz foi abraça-la e dizer
"_Te amo mamãe", talvez não tenha sido a atitude mais certa mas com certeza a mais emocionante pois ela me beijou e saimos para casa eu e meus irmãos deixando para tras a casa de meus avós com minha irmã mais velha acenando na varanda
Essa é uma lembrança que sempre me toca no mes de fevereiro